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O Terrorismo e a Política dos EUA

Os Estados Unidos não reconhecem a existência de algo como "terrorismo islâmico". Os membros da Al Qaeda são apenas terroristas e criminosos, nada mais. Eles procuram cinicamente explorar o Islã para disfarçar seus propósitos criminosos, que não passam de um ataque aos valores da civilização e da própria humanidade.
O secretário de Estado Powell e o presidente do Paquistão Musharref
Powell, o primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, e o ministro das Relações Exteriores, Minister Jaswant Singh
No alto: o secretário de Estado Colin Powell (esquerda) e o presidente paquistanês Pervez Musharraf falam à imprensa após sua reunião em Islamabad, em 16 de outubro de 2001.

Em baixo: o primeiro-minitro indiano, Atal Bihari Vajpayee, (centro) e o ministro das Relações Exteriores, Jaswant Singh, falam com o secretário Powell na residência do primeiro-ministro em Nova Delhi, em 17 de outubro de 2001.

Bin Laden e a Al Qaeda tentam se justificar usando as palavras do Islã pelas mesmas razões que eles se escondem nas cavernas afegãs: para fugir da ira da comunidade internacional provocada pelos seus atos selvagens de assassinato em massa. Assim como eles seqüestraram aviões, agora eles tentam seqüestrar uma religião mundial.

Líderes e religiosos muçulmanos em todo o mundo condenaram os ataques terroristas como uma perversão e uma traição ao Islã. Apenas como um exemplo, um conselho de estudiosos islâmicos independentes, incluindo o proeminente xeque Yusuf al-Qaradawi do Catar, condenou os ataques terroristas e disse que é dever dos muçulmanos levar seus autores à justiça.

Os americanos consideram profundamente ofensiva a injustificada acusação de que os Estados Unidos estariam declarando uma guerra contra o Islã. Essa alegação, não importa quantas vezes ela seja repetida, não é uma crítica legítima à política externa dos EUA, mas uma mentira premeditada. Milhões de americanos são muçulmanos; a liberdade de expressão e religião fazem parte da essência da identidade da América. Sugerir que os Estados Unidos atacariam uma outra fé religiosa é inconcebível. Nessa campanha antiterror, os Estados Unidos e seus parceiros defendem os valores da tolerância, diversidade e liberdade de credo - e lutam contra o fanatismo e o ódio de organizações que procuram destruir esses valores.

De sua parte, os Estados Unidos podem mencionar seu longo e incansável histórico na busca da paz com segurança e justiça para Israel e os palestinos. Os Estados Unidos também podem citar seu inquestionável histórico de defesa de populações e nações islâmicas contra invasões e limpeza étnicas - do Kuait e Arábia Saudita no Golfo à Bósnia e o Kosovo nos Balcãs.

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