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A Coalizão Internacional
A comunidade internacional tem enfrentado a ameaça imposta pelo terrorismo global com uma coalizão mundial sem precedentes, empregando todas as ferramentas de poder nacional e internacional a seu dispor: diplomacia, aplicação da lei, serviço secreto, investigações financeiras, ação militar e ajuda humanitária. Uma vez que o terrorismo constitui um inimigo fluido e esquivo, a nova aliança antiterror precisou adotar formas novas e flexíveis através das quais diferentes países assumem diferentes níveis de ação e responsabilidade.
A guerra contra o terrorismo global já obteve importantes êxitos. Na frente diplomática, por exemplo, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, adotada por unanimidade, obriga todos os 189 membros a porem um fim a toda atividade e apoio terrorista e a levar os perpetradores de atos terroristas à justiça.
"Não podemos superestimar a importância desta resolução pioneira", disse o secretário Powell. "Falta de recursos aliada à falta de abrigo significa em última instância que eles não terão escapatória".
Investigadores em todo o mundo prenderam centenas de indivíduos com possíveis ligações com a Al Qaeda e outras redes terroristas. A ameaça de futuros ataques permanece mas a pressão sustentada de ação policial e coleta de informações pelos serviços secretos, aliadas a operações militares no Afeganistão significam que a Al Qaeda está em fuga e sua rede está sendo desmantelada célula por célula, caverna por caverna.
É preciso dinheiro para sustentar a matança e o ódio. Estancar as fontes financeiras do terror é vital para pôr um fim à ameaça terrorista. Mais de 112 nações divulgaram ordens de bloqueio e congelaram os ativos usados para financiar o terrorismo, que foram encontrados em toda parte, desde contas bancárias nos Estados Unidos até organizações de ajuda na Europa e redes de lojas de mel no Oriente Médio. A Força Tarefa Financeira, composta de 29 nações, teve um papel particularmente ativo na coordenação de esforços para identificar e estancar o fluxo financeiro para as organizações terroristas.
Os países contribuíram para este esforço com suas próprias experiências, preocupações e mesmo diferentes políticas. Isso é inevitável e positivo; a diversidade e natureza flexível desta coalizão sem precedentes é um de seus pontos fortes. Mas a unidade e o compromisso da coalizão continuam igualmente fortes: todos reconhecem que, sem uma ação coordenada, todas as nações permanecem vulneráveis a ataques terroristas.
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