"Tais ataques em tão grande escala — é ultrajante, é merece total condenação. Quem quer que tenha conduzido o ataque não tinha o direito de fazê-lo em nome de uma religião, isto é, o Islamismo.... Matar inocentes para alcançar um objetivo nunca foi o cerne da religião."

Yusuf Muhammad, clérigo muçulmano, Jakarta, Indonésia
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O Futuro do Afeganistão

O futuro imediato do Afeganistão será difícil, mas é possível ter esperança, nem que seja pelo fato de o Talibã e a rede Al Qaeda logo passarem a ser coisa do passado.

Na frente humanitária, os Estados Unidos e outras nações, trabalhando como parte de um coalizão internacional com o Programa Mundial de Alimentos da ONU e outras organizações internacionais de ajuda, continuam a tomar medidas para evitar a tragédia humana causada pelo Talibã.

Mesmo antes da tragédia de 11 de setembro, os Estados Unidos eram o principal doador individual de suprimentos humanitários para o povo afegão, doando mais de 180 milhões de dólares em assistência humanitária no ano passado.

O presidente Bush anunciou recentemente que os Estados Unidos irão contribuir com outros 320 milhões de dólares em ajuda ao Afeganistão. Aviões dos EUA lançaram centenas de milhares de rações individuais em áreas necessitadas no interior do país. Aproximadamente 85 por cento das mais de 200 mil toneladas de comida — tanto em trânsito quanto armazenadas na região — vêm dos Estados Unidos.

Recentemente, os Estados Unidos anunciaram uma estratégia dividida em cinco pontos para fazer frente à crise humanitária no Afeganistão:

  • Reduzir a taxa de mortalidade, abrindo todos os canais possíveis para a entrada de comida, grãos, cobertores e kits de saúde no país antes do inverno.

  • Minimizar o movimento populacional, enviando o máximo possível de comida para as vilas e áreas rurais.

  • Diminuir e estabilizar o preço dos alimentos, vendendo quantidades significativas de comida aos comerciantes locais.

  • Garantir que a ajuda chegue até os necessitados e impedir que o Talibã saqueie e manipule a ajuda.

  • Dar início a programas de ajuda desenvolvimentista que encoraje o povo afegão a começar a reconstrução de casas, vilas, fazendas e mercados onde for possível.

Os afegãos, e não pessoas de fora, devem determinar o futuro de seu país. O secretário de Estado Colin Powell disse, "Queremos ver o surgimento de um governo que represente todo o povo afegão e que esteja preparado para atender às necessidades de seu povo e não reprima esse povo. Portanto, estamos em contato com todas as diferentes facções para analisar como tal governo poderia ser constituído caso o Talibã perca a força e deixe o poder".

Além da estratégia de ajuda dentro do Afeganistão, os Estados Unidos estão fornecendo ajuda, através do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e de outras organizações internacionais, a milhões de refugiados afegãos no Paquistão e em outros países vizinhos.

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