"Atacar pessoas inocentes não é um ato de coragem; é estúpido e será punido no dia do julgamento. Não é um ato de coragem atacar crianças inocentes, mulheres e civis. É um ato de coragem proteger a liberdade; é um ato de coragem defender-se e não atacar."

Xeque Mohammed Sayyed al-Tantawi da Mesquita e Universidade Al-Azhar, no Cairo, Egito
Agência France-Presse, 14 de setembro de 2001

Sheikh Mohammed Sayyed al-Tantawi
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Declarações Assassinas

As atrocidades cometidas em 11 de setembro são de responsabilidade da rede terrorista Al Qaeda, comandada por Osama bin Laden.

  • Antes de 11 de setembro, Bin Laden sinalizou que estava planejando um ataque aos Estados Unidos.

  • Em agosto e setembro, agentes de Bin Laden ao redor do mundo foram avisados para que retornassem ao Afeganistão até o dia 10 de setembro.

  • Um dos colaboradores mais próximos de Bin Laden foi identificado como sendo portador de planos detalhados dos ataques de 11 de setembro.

  • Dos 19 seqüestradores, pelo menos três foram identificados como agentes da Al Qaeda.

  • Sabe-se que pelo menos um seqüestrador esteve envolvido no ataque ao destróier USS Cole e no ataque a bomba às embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

  • Ao rastrear os movimentos dos seqüestradores antes de 11 de setembro, os investigadores descobriram que muitos deles encontraram-se com agentes de Bin Laden e regularmente recebiam dinheiro e apoio da rede Al Qaeda.

Em termos mais gerais, o planejamento, padrão e característica dos ataques de setembro são semelhantes àqueles de ataques terroristas anteriores cometidos pela rede Al Qaeda. A operação de 11 de setembro envolveu um planejamento de longo prazo, ações coordenadas, ausência de aviso, uso de agressores suicidas e um esforço para matar e mutilar o máximo número de pessoas possível, incluindo muçulmanos e cidadãos de outras nações.

mulher muçulmano-americana em oração Uma mulher muçulmano-americana reza na Sociedade Islâmica de Nevada, na sexta-feira, 14 de setembro de 2001, durante o serviço religioso em memória das vítimas dos ataques terroristas em Nova York e Washington. O presidente Bush proclamou o dia como sendo o dia nacional de recordações e prece.

Em sua notória declaração pré-gravada e divulgada em 7 de outubro, Bin Laden disse, "Deus abençoou um grupo de muçulmanos de vanguarda, a linha de frente do Islã, para que eles destruíssem a América". Tomadas como um todo, suas palavras correspondem a uma confissão e aceitação da responsabilidade pelos ataques de 11 de setembro — e falsamente invocam a fé do Islã para justificar uma matança em larga escala. Mas esse é apenas o mais recente de uma série de pronunciamentos de Bin Laden:

  • Em sua "Declaração de Jihad" de 1996, ele conclamou por esforços coordenados para matar americanos e encorajou outros a atacarem o "inimigo" americano.

  • Em uma declaração de 1998, publicada no jornal árabe Al-Quds Al-Arabi, ele disse que os muçulmanos deveriam matar americanos — inclusive civis — "em qualquer parte do mundo onde eles puderem ser encontrados".

  • Em uma entrevista em 1999 para a rede de TV de língua árabe Al Jazeera, Bin Laden declarou: "Nosso inimigo… é todo americano do sexo masculino, quer ele esteja lutando diretamente contra nós ou pagando impostos".

  • Em duas entrevistas à TV em 1997 e 1998, descreveu especificamente os terroristas que bombardearam o World Trade Center, em 1993, como modelos a serem seguidos e conclamou seus seguidores a "levarem a batalha para a América".

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