Os Seqüestros

O pior ato de terrorismo em solo americano foi cometido no dia 11 de setembro de 2001, quando bandos de quatro a cinco terroristas tomaram o controle de quatro aviões, os vôos 93 e 175 da United Airlines e os vôos 11 e 77 da American Airlines.

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Dia de Sangue e Fogo

Ao narrarmos os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, é fácil recorrer a termos jornalísticos familiares e nos referirmos aos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono como se os prédios fossem as principais vítimas. A realidade, claro, é muito diferente: Num intervalo de duas horas, cerca de 4.000 homens, mulheres e crianças foram aterrorizados, torturados, esfaqueados, queimados até a morte e esmagados por toneladas de destroços em um ato premeditado de assassinato em massa. Além disso, mais de 4.000 crianças perderam um de seus pais naqueles ataques terroristas, segundo o Fundo de Órfãos das Torres Gêmeas.

Pedestres buscam a segurança. Pedestres buscam a segurança enquanto a primeira torre do World Trade Center desaba em 11 de setembro. (AP/WWP) Mais fotos

Esses são os fatos básicos: Na manhã de 11 de setembro, terroristas, agindo em grupos de quatro a cinco, seqüestraram quatro aviões comerciais que haviam decolado de aeroportos na costa leste dos Estados Unidos. Usando facas e estiletes, os 19 seqüestradores transformaram os aviões em enormes mísseis carregados de combustível. Os assassinos lançaram dois deles contra o World Trade Center de Nova York e um terceiro contra o Pentágono em Washington, D.C. Os passageiros e a tripulação lutaram heroicamente com os seqüestradores a bordo do quarto avião, aparentemente destinado a um outro alvo em Washington. O avião caiu na Pensilvânia, matando todos a bordo.

Os ataques dentro dos aviões foram brutais e calculados. Nas palavras desumanas encontradas na bagagem deixada para trás por um dos seqüestradores: "Que cada um encontre sua lâmina para massacrar a presa". Os seqüestradores mataram ou feriram os pilotos e esfaquearam e mataram passageiros. Relatos indicam que, em diversas ocasiões, os comissários de bordo, impotentes com os braços atados por trás, tiveram suas gargantas cortadas.

Mas o horror estava apenas começando. Além das centenas de passageiros que morreram a bordo dos aviões, mais de 3.600 seres humanos morreram queimados ou soterrados nos escombros do World Trade Center. Muitos morreram imediatamente após o impacto dos aviões contra as torres; alguns, forçados pelo intenso fogo, caíram ou pularam das janelas dos andares mais altos. E, tragicamente, o fogo intenso enfraqueceu as estruturas que haviam resistido ao impacto dos aviões; menos de duas horas após o primeiro impacto, ambas as torres implodiram, matando milhares de pessoas, entre elas cidadãos de 86 países e pessoas de virtualmente todos os credos e grupos étnicos existentes no mundo atualmente.

Em Washington, 189 pessoas morreram no Pentágono, incluindo aquelas a bordo do avião; 45 morreram no quarto avião, que caiu em uma área rural da Pensilvânia.

Os terroristas devem ter pensado que, atacando o World Trade Center, estavam atacando um "símbolo da América". Não estavam. Ao contrário, atacaram uma instituição de comércio internacional, prosperidade e oportunidade econômica. Além de escritórios dos governos da Tailândia, Chile e Costa do Marfim, por exemplo, o World Trade Center abrigava escritórios de 430 empresas de 28 países.

Resumindo, os terroristas atacaram não apenas os Estados Unidos, eles atacaram o mundo.


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